20 e tantos botões na varanda!

Tô de passagem rápida. Tudo legal? Espero que sim.

Hoje o Gabriel me disse que a aula estava legal. Sinal de que minhas tentativas de manter algum humor e sanidade tem funcionado um pouco, uh? Décimo-primeiro mandamento: “Não enlouquecerás nas aulas do quarto ano!”

De resto, cortei o cabelo num cabeleireiro-cabide-de-emprego, tosou meus cachos sem conhecer o meu cabelo seco, uma coisa estranha. Estranhamente parece ter dado certo. Prometo fotos em breve: do cabelo e das torênias que se abriram em flor loucamente outra vez. Sinal de que água pela manhã funciona muito, muito melhor pras plantas aqui de casa.

Sinal também de que acordar cedo nunca é cedo suficiente pra todos rituais matinais. Café, plantas, cremes e protetor solar: missão im-pos-sí-vel!!!

Vou agora que ainda quero pintar as unhas hoje…Vê se pode!

E falta fazer esse curso online aqui, se é que ele presta…

Té a volta, dê notícias!

a terapia que dá certo

Há aproximadamente dois meses eu participei de uma atividade em que todos foram convidados a plantar uma semente. Cuidar dela, como se deve cuidar e cultivar um relacionamento.

Eu resolvi plantar uma semente de ipê. Passei um tempão na expectativa, sonhando se seria amarelo ou roxo ou branco – mas torcendo mesmo pra que fosse rosa, como uma bailarina!

Eis que a semente brotou e foi crescendo. Daí eu replantei num vasão, depois eu voltei pra um vasinho, por recomendação do meu pai. A danada mostrou suas folhas serrilhadas, enquanto eu fazia mil conjecturas de onde iria transplantar um árvore de tamanhas proporções etc e tal.

“Dani, dá tempo da gente comprar uma casa com jardim e plantar o ipê lá?”

“Karina, topa fazer um bonsai do seu ipê junto comigo?”

“Você deve fazer um exercício de fidelidade com essa planta”.

Na verdade, não. Na verdade fidelidade faz parte da minha constituição, o que me falta é aquele famoso hold your horses. Viver um dia de cada vez, cuidar do que está diante de mim sem me perder em como vai ser isso daqui a três meses, OMG OMG OMG.

Então lá estou eu na terapia que eu mesma criei para esse problema que eu mesma diagnostiquei. E tenho sofrido deveras com essas chuvas e tempestades constantes em Ribeirão: como proteger as plantas o tempo inteiro? como fazer pros vasos não cairem com a ventania? pras plantas não desidratarem no vendaval? não morrerem afogadas?

“As plantas são da natureza, Ká. Elas vão se entender com as tempestades, que também são da natureza”

Ontem à meia noite e meia, tentando salvar algumas plantas do aguaceiro, vi que meu ipê (mirim, de jardim, conforme soube) simplesmente moirreu!

Moirreu assim, do nada. Sem memorando. Então eu umedeci a terra e resguardei a planta. Voltando do trabalho hoje, pude confirmar: time of death - 12.30 am!

E a terapia foi bem mais curta do que eu esperava (cuidar da árvore pra sempre x cuidar do vaso 2 meses), mas igualmente eficiente. Eu não fiquei aborrecida. A natureza seguiu seu rumo. Eu cuidei da parte que me cabia um dia de cada vez – e soube quando parar. E o melhor vem agora: eu sei que as ruas por onde eu passo vivem forradas dessas sementes pelo chão, esperando o momento que eu quiser novamente acolher uma dessas aqui em casa e começar de novo. E está tudo certo.

Mas da próxima vez, ainda que isso dê a maior confusão, eu bem que queria que fosse um ipê rosa. Se queria!!!

Post x3

Ai quanta coisa pra dizer!!! Deve ser a ausência do Daniel por dias nessa casa, sei lá…

Se há um sistema nervoso, meu aluno disse que também tem o sistema calmo. Um aluno ótimo, que um dia merece um post personalizado. Mas voltando… Eu concluí, lógico, que estou com leve disfunção no meu sistema calmo, precisando urgentemente fazer com que meu sistema calmo seja “autônomo” como o outro! HAHA

Sim, pessoas do imenso universo leitor que me lê! Hoje teve missa-celebração na escola. Não ‘guentei ficar nem por 30 minutos. “Moço, baixa o som! Moço, nem rola colocar a mão no coração e pedir perdão. Moço, nem rola ficar abanando a mão pro céu.” Detalhe: moço = padre.

Ok. Quando baixou a ironia de vez, e eu já tinha sido vista por vários, inclusive pelas minhas coordenadorasss, peguei o rumo da escuridão e voltei pra casa. Voltei, mas não voltei só. Ficamos aqui eu e minha decisão de que meus filhos não estudarão lá, por mais florida e ampla e linda seja a escola. Educação moral, sim. Lavagem cerebral, não.

Falar em lavagem, hoje soube do divórcio de dois casais que trabalham comigo. Um deles me deixou triste. O outro estava lá na missa-celebration. Um mais abatido que o outro. Pior são as fotos espalhadas pela cidade, casal-propaganda de várias marcas…

Acho que agora chega. Eu tenho um causo excelente formidável pra contar, mas acho que já chega de informação. Exceto por essa: tem link novo aqui.

Feliz dia dos professores!

Dia 15 demorou pra chegar: esperado, lembrado, puxado da cartola por mentes nada desinteressadas… Só na porta da minha sala, um cartaz há duas semanas.

E veio com o pacote completo, de presentinhos, presentões, bilhetinhos e o que mais você pensar. Sabonete? Tem. Não pra dez meses, mas tem – e do bom! Creminho? Check! Anjinhos e coisas de biscuit? Sempre. Ouro? Pela primeira vez! *tossetossetosse*

Mas nada, n-a-d-a é mais valioso do que a oportunidade de conviver (e, às vezes, conseguir aprender) com os pimpolhos. Hoje mesmo ouvi essa pérola. Tipo, textualmente:

– Tia, quando meu pai acorda, ele vai direto fazer cocô. Quando ele acaba de fazer cocô, já é oito horas.

Foi uma narrativa tão, mas tão sensacional que vocês também precisavam saber, não?

Feliz dia dos professores pra mim e pra todo mundo que ouve histórias assim diariamente!

twister

“Eu podia tá robando, eu podia tá matando, mas tô aqui blogando…” Né que voltei, gentém?

Realmente eu podia fazer um post político/estético sensacional sobre a transformação à la Extreme Makeover da Dilma… Eu podia fazer um post botânico incrível sobre as novas espécies que constam da minha varanda… Eu podia mesmo fazer um blog social sobre pessoas como o “Homem Paisagem” que tem dormido aqui na rua… Eu podia fazer um post de crítica musical do cd “secessos internacionais” que compramos de um tiozinho peruano tocador da flauta tipicamente peruana.. Mas não… Eu vou blogar sobre a tempestade de ontem!!! Foi assim:

Estava eu tranquilamente lavando roupa e nada tranquilamente puxando de volta pra dentro das janelas as peças que teimavam em voar pra fora. De repente, um estalo: minhas plantas!

Como na propaganda redícula da Pepsi: OMG! OMG! :-) etc etc

Aí eu corri, tirei tudo das prateleiras e coloquei no chão. Not so smart. Fechei a sacada e deitei no chão pra ficar vendo a nuvem absurda de poeira marrom se levandando e quase levando tudo embora.

Depois de uma planta virada e o coração virar do avesso, peguei planta por planta e trouxe pra dentro – até o vaso de cimento com leguminosas…

Eis que um pratinho plástico ricocheteou no ar e saiu voando sacada afora, como aquela vaca no filme Twister. Sério mesmo, foi brabo.

Depois de lavar a roupa, lavar o chão, lavar a casa e a cara, saí finalmente pra ver a cara do feriado. Ao chegar na garagem, adivinha quem do lado do carro? Aquele pratinho plástico.

Praticamente um milagre, senhoras e senhores.

Também milagrosamente espero voltar aqui com maior freqüência. Tenho uma porção de fotos pra mostrar e um monte de acentos em desuso pra usar.

C ya!